segunda-feira, 2 fevereiro 2026
Início Mato Grosso Dia Nacional da Luta Antimanicomial marca busca por saúde mental de qualidade...

Dia Nacional da Luta Antimanicomial marca busca por saúde mental de qualidade no Brasil

0
352
Foto: Ascom Prefeitura/Rayan Nicacio

Ser privado de liberdade, torturado e passar por “tratamento de choque” já foram práticas comuns para tratar pacientes da saúde mental em diversas instituições psiquiátricas no Brasil, também conhecidas como manicômios, onde a “loucura” era tratada como uma mercadoria e não doença. Apesar deste cenário degradante e desumano ter ficado no século passado, o país continua com a luta antimanicomial, com data instaurada em 18 de maio, para dar qualidade de vida às pessoas que necessitam de atenção.

Com a implantação do SUS (Sistema Único de Saúde), por meio da Lei 8080/1990, teve início a revolução no tratamento de pacientes com patologias mentais. Mas foi somente em 2001 que a lei Paulo Delgado (10.216/2001) passou a exigir a verdadeira mudança na saúde mental, com o fechamento dos hospitais psiquiátricos e a oferta de novos serviços.

De acordo com o Ministério da Saúde, a luta antimanicomial garantiu que fossem feitas denúncias sobre graves violações aos direitos das pessoas com transtornos mentais. A partir daí foram propostas novas formas de atenção à saúde mental e a reorganização deste sistema, garantindo cidadania aos usuários e familiares dos historicamente e discriminados e excluídos da sociedade.

O Movimento de Reforma Psiquiátrica propõe que o paciente receba um tratamento muito mais humanizado, longe das internações compulsórias, convivendo em sociedade.

O atendimento para quem busca ajuda em Lucas do Rio Verde começa pela unidade básica de saúde (PSF), a já conhecida porta de entrada do SUS. O paciente passa por consulta e informa qual sua necessidade e problema e, a partir daí, é triado para receber o atendimento específico.

O encaminhamento pode ter dois destinos, onde cada caso será analisado e avaliado conforme a gravidade. Um deles é o CAPS, o Centro de Atenção Psicossocial, uma das bases comunitárias para o tratamento em saúde mental, que atualmente acompanha mais de 500 usuários e suas famílias.

O paciente também pode ser encaminhado para o Centro de Atendimento Multiprofissional (CAM), onde recebe suporte de profissionais especializados, como psiquiatra, psicólogo e neurologista.

“Hoje a gente pensa em tratar o indivíduo considerando a autonomia, lutando contra preconceitos que esse usuário vem sofrendo ao longo do tempo”, ressaltou a coordenadora da Rede de Atenção Psicossocial do município, Daiane Silva.

Fonte: Ascom Prefeitura/Aline Albuquerque