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Aprovada a taxa do agro e MT deve arrecadar R$ 3,3 bi

Foto: JL Siqueira | ALMT

A Assembleia Legislativa aprovou, na noite de segunda-feira (19), o projeto de lei que restitui a cobrança do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) pelos próximos quatro anos. A expectativa é de que o Estado arrecade cerca de R$ 3,3 bilhões.

Esta foi a última sessão plenária de 2022, antes do recesso para as festividades de fim de ano dos parlamentares. Os projetos seguirão para sanção do governador Mauro Mendes (União).

O Fethab é uma espécie de “taxação” do agronegócio e a lei que o regulamenta tem prazo de validade para dezembro. Caso não fosse aprovado ainda este ano, o Governo estimava que o Estado poderia deixar de arrecadar mais de R$ 900 milhões apenas em 2023.

O texto aprovado pelos deputados refere-se a um substitutivo. O texto estabelece que a maior fatia do recurso, 80%, deverá ir para a Secretaria de Infraestrutura e Logística, para aplicação em obras de infraestrutura em transporte e em habitação.

Os outros 10% do recurso deverão ser encaminhados à MTPar (MT Participações e Projetos) e mais 10% para a assistência social.

Se sancionada, a lei ainda estabelece que, de todo o recurso arrecado, no mínimo 10% seja direcionado ao financiamento de ações da agricultura familiar, sendo 50% para Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) e 50% para Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

A maioria dos deputados foi favorável ao texto, exceto os deputados Ulysses Moraes (PTB), Lúdio Cabral (PT), Gilberto Cattani (PL) e o Delegado Claudinei (PL).

 

Emendas

O deputado Ulysses propôs uma emenda para diminuir o prazo de duração do Fethab de quatro para dois anos. A votação entre os deputados se acirrou em um empate.

No entanto, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (União), deu o voto decisivo que manteve o prazo em quatro anos, não acatando a emenda.

O deputado Lúdio também apresentou uma emenda propondo manter a distribuição do Fethab como está hoje, acrescentando apenas a agricultura familiar. No entanto, a prosposta foi rejeitada pela maioria.

POR CÍNTIA BORGES E VITÓRIA GOMES / MIDIA NEWS

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