Ícone do site Hora 1 MT Notícias

Haddad reforça reforma da renda, critica tarifaço dos EUA e descarta candidatura em 2026

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em entrevista ao Canal UOL que não tem planos de disputar a Presidência em 2026. Ele ressaltou o compromisso com a agenda econômica do governo Lula, destacando que a reforma da renda é prioridade para enfrentar a desigualdade no país.

“A reforma da renda é a cereja do bolo para tocar na ferida da desigualdade, algo que muitos governos tentaram, mas não conseguiram”, declarou Haddad.

Reforma tributária da renda e taxação de super-ricos

Haddad defendeu a proposta de taxação de super-ricos, que prevê cobrança de 10% de imposto de renda para quem ganha mais de R$ 1 milhão por ano. Segundo ele, a medida recebeu elogios de economistas liberais e representa um avanço na arrecadação de quem hoje não contribui significativamente.

O ministro garantiu que há acordo no Congresso para manter a neutralidade fiscal e afirmou que o compromisso será cumprido.

“Ouvi do presidente Hugo Motta [da Câmara dos Deputados] que esse compromisso vai ser honrado”, disse.

Críticas ao Estado e próximos passos fiscais

Haddad rebateu críticas de setores que reclamam do peso do Estado, lembrando que no governo anterior fundos offshore, familiares e apostas esportivas ficaram anos sem pagar impostos. Ele também mencionou a votação de um corte linear de 10% dos benefícios fiscais infraconstitucionais, prevista para este ano.

Impacto do tarifaço dos EUA e estratégias de exportação

Ao comentar o aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, Haddad afirmou que o país tem condições de enfrentar a medida e reforçar os mecanismos de exportação.

“Ao taxar carne e café, você vai arranjar outra freguesia. Os EUA dependem de commodities baratas e tendem a perder espaço caso mantenham a posição belicosa”, disse.

O ministro também defendeu a aprovação ainda em 2025 do marco regulatório da mineração, citando interesses estratégicos dos EUA em minerais críticos.

Perspectivas para 2026 e o campo progressista

Haddad comentou que a elite brasileira tende a se opor ao presidente Lula e apoiar candidatos conservadores. Ele mencionou declarações do governador Tarcísio de Freitas contrárias à taxação dos super-ricos como exemplo dessa resistência.

“Seria interessante saber o que pensam os presidenciáveis sobre a reforma da renda. Se não votar a favor ou contra, isso diz muito para a sociedade brasileira”, afirmou.

Apesar das previsões de disputa acirrada, o ministro se mostrou confiante no campo progressista:

“Hoje no Brasil, ganhar de 53% a 47% é um bom resultado. Temos condição de ter uma eleição minimamente civilizada em 2026”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Sair da versão mobile