
O Hospital Metropolitano, mantido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) em Várzea Grande, realizou 29 cirurgias neste sábado (30.8) em um mutirão para dar celeridade aos atendimentos.
Foram realizados 23 procedimentos de colecistectomia (retirada de vesícula) e 6 hernioplastias (cirurgia de hérnia) pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Este foi o nono mutirão de cirurgias que o Hospital Metropolitano realizou neste ano. No total, já foram 227 procedimentos realizados em mutirões. Todos os cidadãos atendidos aguardavam por cirurgias via Sistema de Regulação.
O mutirão atendeu pacientes de 14 municípios: Araputanga, Barra do Bugres, Cáceres, Colniza, Cuiabá, Diamantino, Juína, Mirassol D´Oeste, Nova Guarita, Rondonópolis, Rosário Oeste, Sinop, Sorriso e Várzea Grande. Eles contam com apoio logístico das prefeituras para o transporte até o hospital, em Várzea Grande e em caso de necessidade, para hospedagem em casa de apoio.
Os pacientes têm idades entre 17 e 81 anos, passaram por consultas com o cirurgião geral do hospital e realizaram os exames necessários para estarem aptos a o procedimento.
“Nos últimos anos, conseguimos avançar muito na estrutura do hospital, com o aumento no número de leitos e a introdução de novas especialidades, o que tem sido essencial para melhorar o atendimento à nossa população. Essa expansão nos permite não apenas atender mais pessoas, mas também oferecer um serviço com mais qualidade e agilidade”, disse a diretora da unidade, Cristiane de Oliveira.
Eduardo Carlos Barbosa, de 53 anos, contemplado com a cirurgia de vesícula, disse que o atendimento e o encaminhamento foram rápidos e que ele pôde realizar o procedimento graças ao SUS.
“Tem pouco tempo que eu descobri, isso que eu tive foi terrível. Antes eu tava bem, tive uma crise de madrugada, fui ao médico e ele disse que poderia ser uma crise de vesícula e ele tava certo. Consultei aqui, consegui e foi rápido. Graças a Deus, temos o SUS para agilizar nossa vida, porque ficar esperando bastante tempo é doído”, disse.
O médico e cirurgião-geral, Douglas Dolce Domingues, destacou a importância da realização desses mutirões de cirurgias para reduzir a espera.
“A gente opera hérnia, vesícula, tanto aberta quanto por laparoscopia. Hoje, estamos com cinco médicos trabalhando em quatro salas. A taxa de complicação é baixíssima, quase não temos complicações e nem reabordagens cirúrgicas. Não tenho visto pacientes com mais de um ano de tempo de espera, tá sendo uma fila com alta rotatividade”, destacou.
A enfermeira e coordenadora do centro cirúrgico do Hospital Metropolitano, Inaê Carla Santana, destacou que a reforma e ampliação do centro cirúrgico da unidade foi essencial para a realização de mais cirurgias e mutirões.
“Tivemos uma ampliação de leitos com a reforma do hospital nos últimos anos e isso trouxe muitas melhorias para a população. Hoje, nós atendemos seis especialidades diferentes dentro do centro cirúrgico, como ortopedia, neurocirurgia, bariátrica, vascular, urologia e cirurgia geral. Isso é extremamente importante”, destacou.
Ainda de acordo com a enfermeira, os mutirões são importantes para dar mais celeridade aos atendimentos. “Acredito que isso, para a população, é extremamente importante para a melhoria da qualidade de vida. E a cirurgia-geral, como são procedimentos bem rápidos, a gente consegue fazer uma média de 30 a 35 pacientes por mês. Agora a gente consegue fazer as cirurgias sem deixar esses pacientes aguardando. Essas questões burocráticas têm sido resolvidas para melhor atender os pacientes.”
A equipe que trabalhou na ação foi composta por cinco médicos cirurgiões e cinco médicos residentes, quatro anestesistas, dez técnicos de enfermagem e dois enfermeiros.
Saiba mais sobre o hospital
O Hospital Metropolitano conta com 239 leitos operacionais, sendo 178 leitos de enfermaria, 50 leitos de UTI, cinco leitos de Recuperação Pós-Anestésica (RPA) e seis leitos de estabilização, além de cinco salas cirúrgicas e 14 consultórios.
A unidade tem perfil cirúrgico e é referência em ortopedia, traumatologia, cirurgia bariátrica, neurocirurgia, urologia, vascular e cirurgia-geral.
É importante que os pacientes que precisam ser operados em Mato Grosso mantenham o cadastro do SUS atualizado para que, quando contemplados com a cirurgia, possam ser contactados sem dificuldades.
Fonte: Governo MT – MT