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Quatro em cada 10 adultos que presenciam episódio de violência contra uma mulher não fazem nada para ajudar

Sete em cada 10 casos de violência doméstica acontecem na frente de outras pessoas — e, na maioria das vezes, as testemunhas são crianças.

É o que mostra nova Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher.

O estudo foi realizado este ano pelo Instituto DataSenado e pela Nexus, em parceria com Observatório da Mulher contra a Violência, e ouviu 21 mil, 641 mulheres de 16 anos ou mais em todo o país.

Outro destaque nada positivo do estudo é que 4 em cada 10 dos adultos que presenciam agressões não fazem nada para ajudar.

Reflexo da velha ideia de que “briga de marido e mulher ninguém mete a colher”.

O problema, no entanto, é que essa omissão deixa vítimas ainda mais vulneráveis e faz crianças crescerem em ambientes marcados pela violência.

Ainda de acordo com o levantamento, a maioria das vítimas de violência tem menos de 30 anos e a violência física continua sendo a mais comum, atingindo 81% das mulheres que sofreram agressões.

No entanto, o estudo apontou alta nos casos de violências psicológica e moral.

Quando procuram ajuda, as mulheres recorrem primeiro à família, amigos e à igreja, e só depois aos órgãos oficiais. Menos de 30% registraram denúncia na Delegacia da Mulher, e só 11% buscaram o Ligue 180.

Mais da metade das entrevistadas vive violência há mais de um ano, muitas vezes por medo, dependência financeira ou falta de apoio.

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