Natural de Engenheiro Beltrão, no norte do Paraná, entre Campo Mourão e Maringá, e atualmente produtor rural em Marcelândia (MT), [ft1] Gilson Pinesso, 65 anos, carrega na trajetória o exemplo e a herança de uma família que sempre viveu da agricultura. Cresceu no sítio, acompanhando de perto a rotina da roça, e aos 15 anos já auxiliava o pai na plantação de café, cultura que fez parte da história familiar desde que o avô, vindo da Itália, se estabeleceu primeiro no interior de São Paulo e depois migrou para o norte do Paraná.
A busca por estabilidade na produção e novas oportunidades levou Gilson e a família a fazerem um movimento decisivo em 1983: deixar o Paraná e seguir rumo ao Mato Grosso. A decisão, segundo ele, foi natural.
“Escolhemos vir para o Mato Grosso porque tinha bastante terra, bastante oportunidade, o clima bastante propício para plantar agricultura. Lá no Paraná sofríamos com os veranicos, lá eram dois anos bons, um médio e dois ruins. E aqui, no Mato Grosso, o clima é bastante favorável”, ressaltou Gilson.
Com o tempo, a família foi se ajustando às particularidades de produção no novo estado. “Aqui as condições de lavoura eram bem diferentes, mais fertilizantes, mais calcário, mais variedades diferentes, mas tudo isso foi superado com sucesso”, destaca o produtor rural.
A adaptação deu tão certo que, anos depois, Gilson estabeleceu raízes em Marcelândia, onde chegou em 2011 e que carinhosamente chama de “cantinho do céu” e “paraíso”.
Atualmente, o paranaense cultiva soja, milho e algodão tanto em Mato Grosso quanto no Mato Grosso do Sul. Ao relembrar essa caminhada, ele define a mudança como um ponto de virada repleto de conquistas e bençãos.
“Nossa vinda pra cá foi uma vinda de glória, de superações, mas de muito sucesso, de muita felicidade. Ver hoje os campos que cultivamos, hoje com soja, milho, algodão, observando as produtividades que a gente tem conseguido e vendo o Brasil se posicionando como líder na produção de soja, maior exportador de algodão, isso, para nós, reflete muita alegria”, enfatiza ele.
A relação de Gilson com a agricultura ultrapassa o aspecto econômico, é identidade. “Está no meu DNA, no meu sangue, ser agricultor. Eu jamais faria outra profissão se não ser agricultor. O prazer de ver uma lavoura germinando, crescendo e produzindo é muito gratificante”, diz o produtor rural.
Gilson Pinesso também enxerga com otimismo o futuro do setor no Brasil, frisando a importância de se ter produtores com paixão a profissão e, principalmente, a terra.
“Tem muito espaço ainda para crescer, para desenvolver, para produzir. Eu acho que nós precisamos de gente com amor à profissão, amor à terra, dedicado a produzir e gerar alimentos”, ressalta Gilson.
Ele destaca, ainda, o valor do associativismo para fortalecer o produtor e o papel da Aprosoja como representante de uma classe e a importância para o negócio, para a sustentabilidade e para a representação da classe perante os órgãos.
“Eu acho que a Aprosoja MT tem desempenhado um papel de suma importância para o produtor de Mato Grosso e do Brasil”, reforça Gilson Pinesso.
Com orgulho evidente nas palavras, Gilson resume sua trajetória com simplicidade e emoção. “Eu tenho muito orgulho de ser produtor rural, isso me enche muito o peito”, finaliza ele.
Fonte: Giovanna Fermam | Assessoria de Comunicação





