sexta-feira, 23 janeiro 2026
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Empregos formais crescem no setor de floresta plantada de Mato Grosso

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Assessoria Dialog

O setor de florestas plantadas em Mato Grosso fechou o período de janeiro a novembro de 2025 com mil e 18 empregos formais gerados.

O número é 5% superior ao registrado em 2024 nos mesmos meses, mostrando aquecimento na atividade de reflorestamento no estado.

Os dados são do Caged, Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, órgão do Ministério do Trabalho e Emprego, e mostram que mil 690 profissionais atuam no segmento de florestas plantadas em Mato Grosso.

De acordo com o presidente da Arefloresta, Associação dos Reflorestadores de Mato Grosso, Fausto Takizawa, o aumento de empregos formais no setor em Mato Grosso é um sinal de que a atividade está aquecida, apesar de todos os desafios.

O cultivo de teca é a atividade que mais emprega no setor de florestas plantadas em Mato Grosso.

São 605 postos, o que corresponde a 36% do estoque mensal de empregos registrado em dezembro de 2025.

Em seguida, estão o cultivo de eucalipto, com 488 empregos, ou seja, 29% do total, e o cultivo de mudas em viveiros florestais, que emprega 330 pessoas, representando 20% do total.

Dois setores se destacaram na geração de empregos no período.

Tanto o cultivo de mudas em viveiros florestais quanto a extração de madeira em florestas plantadas registraram um saldo positivo de 22 postos.

Na opinião de Takizawa, as mudas sinalizam que o investimento no futuro do reflorestamento continua sendo feito, e a extração de madeira nos mostra que muitos produtores já estão colhendo suas safras.

Usado principalmente como biomassa por biorrefinarias de etanol de milho, o eucalipto leva em média sete anos para ser colhido.

É a espécie com a maior área plantada no estado, com 174 mil hectares, de onde saíram os quatro milhões e 400 mil metros cúbicos de lenha cultivados em 2024, segundo dados da Sedec, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, e do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Já a teca, madeira mais nobre e de maior valor agregado, tem um ciclo produtivo bem mais longo, de 20 anos, e é destinada quase que totalmente à exportação. A espécie ocupa uma área plantada de 68 mil hectares em Mato Grosso, tendo registrado em 2024 uma produção de 198 mil metros cúbicos de toras destinadas ao processamento.

Fonte: Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Yaponira Cavalcanti