A confirmação de um novo caso de gripe aviária de alta patogenicidade voltou a colocar Mato Grosso em estado de atenção máxima à sanidade animal na avicultura.
O foco foi identificado em uma propriedade rural de criação doméstica, no município de Acorizal, após a morte repentina das aves, situação que levou o próprio criador a comunicar às autoridades sanitárias.
O diagnóstico definitivo foi confirmado na última sexta-feira, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, após exames realizados pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, em Campinas, São Paulo, referência nacional para esse tipo de análise.
Com a confirmação do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade, várias medidas emergenciais de biosseguridade foram colocadas em prática para evitar a propagação da doença.
Em menos de 24 horas, equipes do Indea já atuavam na propriedade afetada, promovendo o abate sanitário de todas as aves, procedimento considerado essencial para interromper o ciclo de transmissão.
Além disso, toda a estrutura utilizada para a criação das aves passou por limpeza minuciosa e desinfecção, eliminando possíveis resíduos do vírus no ambiente.
Também foi implantada uma barreira sanitária para restringir o trânsito de pessoas, animais, veículos, equipamentos e qualquer material que pudesse representar risco de contaminação.
A vigilância foi ampliada em torno da propriedade, com monitoramento intensivo em um raio de até três quilômetros, considerado zona perifocal, e em um raio de 10 quilômetros, classificado como zona de vigilância.
Nessas áreas, técnicos realizam inspeções constantes em propriedades vizinhas, acompanhando sinais clínicos em aves e reforçando orientações aos criadores.
Mato Grosso já está em emergência zoossanitária desde dezembro de 2025, quando um caso semelhante foi identificado em Cuiabá.
Na ocasião, as medidas adotadas conseguiram conter a doença, e a área afetada permanece em vazio sanitário, período em que é proibida a criação de aves por pelo menos 28 dias, como forma de prevenção.
O foco registrado em Acorizal não compromete a avicultura comercial do estado, pois envolve uma criação de subsistência, sem ligação com o setor produtivo industrial.
