As negociações salariais representaram, em sua maioria, ganhos reais para o trabalhador brasileiro em 2025.
Segundo o Dieese, 77,7% dos reajustes salariais ficaram acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o INPC, que é um indicador medido pelo IBGE que serve como referência para reajustes salariais.
A proporção de reajustes iguais ao indicador foi de 14,1% e 8,2% ficaram abaixo da inflação no período.
Considerando 21 mil, 510 reajustes de 2025 que foram registrados até 12 de janeiro de 2026, houve ganho real médio de 0,87% acima da variação do INPC.
Os dados analisados mostram também que as categorias dos trabalhadores e trabalhadoras na indústria e no comércio foram as que obtiveram maiores êxitos nas negociações de data-base, com ganhos reais em praticamente 80% dos casos, seguidas de perto pelas categorias do setor dos serviços.
No setor rural, reajustes acima da inflação foram menos frequentes que nos demais setores; ainda sim, o percentual beirou 70%.
Em relação à variação real média dos reajustes, o setor de serviços foi o que garantiu o maior ganho, com 0,94%. Já o comércio apresentou a menor variação real média, de 0,70%.
Ainda de acordo com os números do Dieese, o piso salarial médio das negociações de 2025 foi de R$ 1.863, sendo o maior piso médio registrado no setor de serviços, R$ 1.908, e o menor, no comércio: R$ 1.771.
