A Fundação do Câncer lançou uma versão atualizada de seu guia prático sobre o rastreamento do câncer de colo do útero.
A principal mudança é a substituição gradual do exame Papanicolau pelo teste molecular de DNA-HPV no sistema público de saúde brasileiro.
Esta nova metodologia oferece maior precisão ao detectar diretamente a presença do vírus, permitindo que o intervalo entre os rastreamentos de rotina seja ampliado de três para cinco anos.
Isso porque, enquanto o Papanicolau identifica alterações nas células que já foram causadas pelo vírus, o exame molecular detecta a presença da infecção pelo HPV oncogênico antes mesmo de as lesões surgirem.
O teste molecular é automatizado e reduz a subjetividade do fator humano, oferecendo uma segurança de 99% no resultado.
Portanto, se o teste for negativo, a garantia de que a mulher não desenvolverá lesões precursoras de câncer nos próximos cinco anos é altíssima.
O público alvo do rastreamento continua sendo mulheres 25 e 64 anos
Além disso, o guia também reforça a importância da vacinação contra o HPV e do tratamento imediato de lesões detectada.
