A riqueza acumulada pelos bilionários do mundo registrou um salto de 16% ao longo de 2025, atingindo a marca histórica de 18 trilhões e 300 bilhões de dólares.
Os dados estão em um novo relatório da organização não governamental Oxfam, que expõe o aprofundamento do abismo social entre os mais ricos e a população de baixa renda em escala global.
De acordo com o levantamento, o crescimento do patrimônio dos super-ricos foi três vezes mais acelerado do que a média registrada nos últimos cinco anos.
Enquanto o topo da pirâmide financeira viu seus lucros dispararem, a pobreza mundial permanece estagnada em níveis semelhantes aos de 2019, período anterior à pandemia de covid.
Para se ter lima ideia, desde 2020, a riqueza dos bilionários aumentou 81%, enquanto uma em cada quatro pessoas do planeta não tem o suficiente para comer e quase metade da população mundial vive na pobreza.
O relatório destaca que o Brasil ainda é o país com o maior número de bilionários na América Latina.
Por aqui, cerca de 70 pessoas acumulam juntas algo em torno de US$ 253 bilhões, a maior fortuna total da região da América Latina e do Caribe.
Diante do cenário global de desigualdade, a organização recomenda que governos adotem medidas urgentes para reduzir o abismo financeiro.
Entre as propostas estão a criação de planos nacionais com metas claras de redistribuição de renda e uma maior proteção social.
O objetivo da entidade é alertar as lideranças globais sobre a necessidade de políticas fiscais mais justas que garantam que o crescimento econômico seja sentido por toda a sociedade, e não apenas por uma pequena parcela da população.





