Após Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta terça-feira, os servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso decidiram entrar em greve a partir do dia 21 de janeiro.
De acordo com o presidente do Sinjusmat, Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário, Rosenwal Rodrigues, a paralisação será por tempo indeterminado.
A greve acontece em razão da reivindicação de reajuste salarial de 6,8%, que vem enfrentando uma série de obstáculos desde o ano passado.
As sessões que analisaram o projeto foram marcadas por pedidos de vista e por manifestações de servidores que pressionavam os parlamentares pela aprovação do reajuste.
O Projeto de Lei que garantia o aumento nos salários dos servidores do judiciário foi aprovado pela Assembleia Legislativa no dia 19 de novembro.
Porém, em 1º de dezembro, o governador Mauro Mendes vetou integralmente o projeto.
Na ocasião, Mendes alegou que o Tribunal de Justiça não apresentou estudos de impacto financeiro consolidados nem indicação de fonte de custeio permanente para sustentar o reajuste.
Além disso, o governador afirmou que o aumento provocaria um acréscimo estimado de mais de um bilhão e meio de reais por ano na folha de pagamento do Estado, abrindo precedentes para que outras categorias pedissem reajustes, gerando efeito cascata e impacto nas contas públicas.
Os servidores do Poder Judiciário reivindicam ainda a implantação do Sistema de Desenvolvimento de Carreiras e Remuneração para todos os servidores ativos, de todas as classes e níveis.





