
A transferência de serviços do Judiciário para os cartórios gerou uma economia de 600 milhões de reais aos cofres públicos em 2025.
O dado, revelado pela Associação dos Notários e Registradores do Brasil, mostra que o sistema extrajudicial reduziu os custos aos cofres públicos, além de ter ajudado a desafogar os tribunais.
A Justiça brasileira começou 2026 com o menor volume de processos pendentes dos últimos seis anos: são, atualmente, cerca de 75 milhões de ações em tramitação.
Apesar do grande volume, é uma quantidade inferior ao registrado no início de 2025, quando havia 79 milhões de processos em andamento.
Um dos destaques do alívio financeiro foi a economia viabilizada com os divórcios e inventários realizados sem a necessidade de judicialização.
No ano passado, mais de 68 mil divórcios consensuais foram resolvidos em cartórios, com prazo médio de apenas um dia, gerando uma economia de 161 milhões de reais aos cofres públicos.
No caso dos inventários, o impacto foi ainda maior, com a realização de 144 mil atos que pouparam 341 milhões de reais ao Poder Público.
Outro procedimento realizado em cartório que evitou a judicialização de milhares de casos foi o reconhecimento de paternidade.
Cálculos apontam para uma economia de R$ 73 milhões com procedimentos do tipo, apenas no ano passado.
Outro ponto fundamental para as contas públicas foi a recuperação de créditos através dos cartórios de protesto.
De acordo com a Associação, setor possibilitou que mais de 56 bilhões de reais em dívidas ativas fossem recuperados sem custos para o governo, em um processo muito mais rápido do que as execuções fiscais que costumam se arrastar por quase uma década na Justiça.





