O Brasil tem, ao todo, 5 mil, 565 municípios. No entanto, menos de 2% dos municípios concentram mais de três quartos de toda a arrecadação de tributos do país.
É o que mostra um levantamento so Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, o IBPT.
Segundo o estudo, 100 municípios concentram praticamente 78% de tudo que é arrecadado pelos cofres públicos. E abrigam pouco menos de 40% cento da população nacional.
Considerando as receitas administradas pelo Fisco em 2024, esses 100 municípios arrecadaram, juntos, mais de R$ 1,9 trilhão.
Na ponta do ranking, como cidade que mais arrecada no país, está São Paulo, que, no ano analisado, recolheu, sozinha, R$ 581,2 bilhões — o equivalente a 23% de toda a arrecadação nacional – quase um quarto.
Na sequência, aparecem Rio de Janeiro, Brasília, a capital de Minas, Belo Horizonte, e Osasco, que é um município da Grande São Paulo.
E fecham a lista dos 10 maiores municípios arrecadadores a capital paranaense, Curitiba, a cidade de Barueri, também na Grande SP, Porto Alegre, que é a capital gaúcha, Itajaí, que é um município de Santa Catarina, e Campinas, no interior paulista.
Especialistas apontam que este cenário deve sofrer alterações significativas nos próximos anos devido à implementação da reforma tributária.
Atualmente, o imposto é cobrado onde o produto é fabricado, o que beneficia polos industriais e ajuda a explicar a arrecadação mais concentrada nas regiões Sul e Sudeste.
Com as novas regras, a cobrança passará a ser feita no local onde o consumo acontece. Essa mudança deve equilibrar a balança em favor de cidades populosas e pode aumentar a arrecadação em estados do Norte e Nordeste, que hoje compram mais mercadorias de outras regiões do que produzem.
