segunda-feira, 16 fevereiro 2026
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Inadimplência: mais de 73 milhões de consumidores terminaram janeiro com o nome sujo

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Quase metade dos consumidores brasileiros começaram o ano com o nome sujo.

É o que mostra o Indicador de Inadimplência de Pessoas Físicas, do SPC Brasil em parceria com a CNDL, entidade que reúne os lojistas.

No primeiro mês de 2026, 73 milhões e 300 mil brasileiros estavam negativados – o que equivale a 43,88% da população adulta do país.

Dá para dizer, portanto, que praticamente 44 de cada 100 consumidores adultos terminaram janeiro com ao menos uma conta atrasada.

O total é recorde para o mês e representa uma alta de 9,4% em relação ao índice de inadimplência registrado um ano antes, em janeiro de 2025.

Já no comparativo mensal, ou seja, entre dezembro e janeiro, a alta foi de 0,85%.

De acordo com a CNDL, a alta anual no número de devedores inadimplentes foi impulsionada, principalmente, por dívidas com tempo de atraso de 4 a 5 anos, que, atualmente, respondem 34,3% do total – ou seja, um terço.

Para o presidente da CNDL, José César da Costa, isso evidencia que não se trata apenas de um descompasso momentâneo, mas de uma dificuldade estrutural de reabilitação desses consumidores.

Ainda de acordo com o levantamento, a inadimplência no Brasil apresenta uma concentração significativa em adultos jovens e no setor financeiro.

 A maior concentração de devedores está entre 30 e 39 anos, somando 17 milhões, 870 de pessoas. Na prática, significa que mais da metade da população nesta faixa etária está negativada – algo em torno de 52%

Os dados mostram também que, em janeiro, cada consumidor negativado devia, em média, R$ 4.898,02 na soma de todas as suas dívidas.