Pelo menos 7 de cada 10 pessoas do mundo vivem hoje sob regimes autoritários.
O alerta é do mais recente relatório Human Rights Watch, organização internacional independente que defende direitos humanos em mais de 90 países, incluindo o Brasil.
O documento, divulgado nesta semana, aponta o recuo das liberdades individuais e o avanço de governos que desrespeitam os direitos humanos em escala global.
Atualmente, estima-se que 72% da população mundial viva sob regimes que limitam a liberdade de expressão.
A organização destaca que este cenário é impulsionado por uma combinação de pressões vindas de grandes potências, como China e Rússia, além de mudanças recentes na política dos Estados Unidos.
Para os especialistas da ONG, o avanço do autoritarismo não é apenas um dado estatístico, mas uma ameaça real à paz e à dignidade humana.
O apelo é para que as instituições internacionais e os movimentos sociais atuem com rigor e urgência para responsabilizar líderes que ignoram leis universais em favor de projetos de poder isolados.
No relatório, o Brasil é classificado como uma democracia eleitoral, mas há ressalvas para desafios urgentes.
A principal preocupação com relação ao nosso país é a segurança pública e a necessidade de novas estratégias para combater a infiltração do crime organizado nas instituições do Estado.
A Human Rights Watch defende que governos democráticos, de modo geral, e a sociedade civil formem uma aliança estratégica para conter retrocessos desse tipo.
