Mocidade Alegre, Gaviões da Fiel e Império de Casa Verde foram os destaques do 2º dia do Grupo Especial do carnaval de São Paulo em 2026. Da noite deste sábado (14) à manhã deste domingo (15), a avenida recebeu carros grandiosos, com homenagens a lugares, figuras históricas e religiosidade.
Águia de Ouro, Tom Maior, Escola do Terceiro Milênio e Camisa Verde e Branco também passaram pelo Anhembi. Somente o Camisa estourou o tempo de 65 minutos, depois que o último carro parou no caminho.
Na primeira noite de desfiles, os destaques ficaram para Dragões da Real, Acadêmicos do Tatuapé e Vai-Vai. Rosas de Ouro, Barroca Zona Sul, Colorado do Brás e Mocidade Unida da Mooca também desfilaram.
A apuração das escolas de samba de São Paulo acontece na terça-feira (17).
Desfiles do 2º dia
Império de Casa Verde
Águia de Ouro
Mocidade Alegre
Gaviões da Fiel
Estrela do Terceiro Milênio
Tom Maior
Camisa Verde e Branco
Império de Casa Verde
A Império de Casa Verde abriu o segundo dia de desfile, com um enredo que exaltou as joias afro-brasileiras. A proposta da escola foi de celebrar o empoderamento feminino, a história das escravizadas de ganho e seus balangandãs, peças fundamentais na história de resistência do Brasil.
A Império começou com um luxuoso abre-alas dourado e uma figura em pose de reza. Em grandes carros alegóricos, a escola representou altares, exaltou o sincretismo religioso e as rainhas africanas.
A escola se destacou pela beleza e riqueza do desfile, com fantasias elaboradas e brilhantes.
Águia de Ouro
Segunda escola a desfilar nesta noite, a Águia de Ouro celebrou Amsterdam, na Holanda, com o enredo “Mokum Amesterdã: o voo da Águia à cidade libertária”. A agremiação levou as casinhas, os moinhos e até as tulipas para o pavilhão.
O enredo enalteceu figuras como Anne Frank, Vincent Van Gogh e Piet Mondrian, falou da liberdade LGBTQIAPN+ e das profissionais do sexo do Distrito da Luz Vermelha. E divertiu o público ao representar “o verde permitido” com um “bonecão de maconha”, em alusão à liberação da cannabis na Holanda.
Foi o desfile mais rápido entre as escolas de São Paulo, com 58 minutos.
Mocidade Alegre
A Mocidade Alegre celebrou o legado e a história da atriz Léa Garcia, com o enredo “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”. Já abriu encantando o público com a comissão de frente, que contava com a participação de Thelma Assis como Léa e Fred Nicácio como Abdias Nascimento.
A escola, que ficou em 4º lugar em 2025, também levou um deslumbrante carro abre-alas, repleto de indumentárias africanas, em referência à ancestralidade de Léa. Outras alegorias representaram o prêmio Kikito, do Festival de Gramado, e deusas negras, incluindo uma Iemanjá que soltava água.
O fim foi no sufoco: a escola precisou apertar o passo, mas ficou dentro do tempo.
Gaviões da Fiel
Neste ano, a Gaviões homenageou os povos originários e a preservação das florestas (evitando o verde, claro) no Anhembi. A escola, que ficou em 3º lugar no ano passado, levou carros monumentais para a avenida.
Foi dela o maior carro deste Carnaval de SP: um abre-alas de 72 metros de comprimento, representando um “sonho” em que animais, plantas e seres humanos vivem em harmonia. Apesar da ausência do verde, justificada pela floresta em transe, o desfile foi bastante colorido.
O desfile também celebrou lideranças indígenas como Sônia Guajajara e o cacique Raoni. No fim, a agremiação representou o Brasil “indigenizado”, com o Cristo Redentor usando um cocar.
Estrela do Terceiro Milênio
Em seu terceiro desfile no Grupo Especial, a Estrela do Terceiro Milênio exaltou o sambista e compositor Paulo César Pinheiro.
A escola representou algumas figuras importantes na vida de Paulo, como Baden Powell, Clara Nunes e Dona Ivone Lara; também teve homenagem à Mangueira e à literatura.
Um destaque foi o carro “Canto das Três Raças”, em alusão a uma das maiores canções compostas por Pinheiro, cantada por Clara Nunes. Monocromático, o carro tinha bandeiras com os dizeres “justiça social” no topo.
Tom Maior
De volta ao Grupo Especial, a Tom Maior levou ao sambódromo a trajetória de Chico Xavier e a cidade de Uberaba, em Minas Gerais. Para recontar a história da cidade, a agremiação revisitou as lendas locais, a indústria e as igrejas.
A escola impressionou com um grandioso abre-alas turquesa, em homenagem às águas de Uberaba. Um dos carros, em referência à cultura indiana, teve um probleminha na iluminação e se apagou durante o desfile, mas logo voltou a funcionar.
A homenagem a Chico Xavier veio no fim, com uma celebração à influência do espiritismo em Uberaba. A alegoria borrifava cheiro de rosas na avenida.
Camisa Verde e Branco
Última escola do Carnaval de SP, o Camisa Verde e Branco celebrou as diferentes manifestações de Exu, orixá que é guardião das encruzilhadas, dos caminhos e da comunicação.
Com uma bateria contagiante, a escola desfilou ao amanhecer, o que acabou sendo apropriado para o enredo “abre caminhos”. Alegorias repletas de búzios, plumas e cores tomaram conta da avenida, com representações de Maria Padilha, Zé Pelintra e mais.
A escola já vinha em uma corrida contra o tempo, quando o último carro parou na avenida e precisou ser empurrado. Com isso, o Camisa estourou o tempo, passando com 66 minutos.
Fonte: g1







