A estimativa de janeiro de 2026 para a produção de grãos na atual safra é de 342,7 milhões de toneladas. O volume é 1%, ou 3 milhões e 400 mil toneladas menor do que o resultado de 2025, que fechou com 346 milhões de toneladas, mas 2 milhões 800 mil toneladas maior do que a previsão de dezembro.
Já os 82 milhões e 700 mil hectares estimados para a área plantada representam aumento de 1 milhão e 100 mil hectares frente a 2025, sem mudança significativa no levantamento de dezembro.
O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo. Somadas, as culturas representam 93% da estimativa da produção e respondem por 87,5% da área cultivada.
Entre as principais culturas, a estimativa de produção para a soja foi de 172,5 milhões de toneladas, 134 milhões para o milho e 11 milhões e 700 mil toneladas de arroz. Na sequência, se destacam o caroço de algodão, com produção estimada quase 9 milhões de toneladas; o trigo, com 7 milhões e 700 mil toneladas; e o sorgo, com 4 milhões e 600 mil toneladas.
Enquanto se espera aumento das produções de soja e de feijão frente a 2025, a tendência é de decréscimo na colheita de sorgo, de algodão, de arroz, de milho e de trigo.
Em relação à área plantada, observa-se acréscimos para as lavouras de milho, de trigo e de soja. Por outro lado, houve reduções na área a ser colhida do algodão, do arroz, do sorgo e do feijão.
Entre as regiões brasileiras, o Centro-Oeste é responsável por quase metade do volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas, com 167,5 milhões de toneladas.
Reportagem, Álvaro Couto
