
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 20, que está avaliando a possibilidade de um ataque militar limitado ao Irã, caso não seja alcançado um acordo sobre o programa nuclear do país. Ao mesmo tempo, o Exército israelense afirmou estar em ‘alerta defensivo’ devido às ameaças dos EUA contra Teerã.
Questionado por um repórter se está “considerando um ataque militar limitado caso o Irã não feche um acordo”, Trump respondeu: “O máximo que posso dizer — estou considerando isso.”
Por sua vez, o Exército israelense afirmou estar com o ‘dedo no gatilho’ devido às ameaças dos Estados Unidos de uma possível ação militar contra o Irã, mas insistiu que não houve alterações em suas diretrizes para o público.
“Estamos acompanhando de perto os desdobramentos regionais e cientes do discurso público a respeito do Irã. As Forças Armadas de Israel estão em alerta defensivo”, afirmou o porta-voz do Exército, Brigadeiro-General Effie Defrin, em um comunicado em vídeo divulgado nesta sexta-feira.
“Estamos com os olhos bem abertos em todas as direções e, mais do que nunca, com o dedo no gatilho em resposta a qualquer mudança na realidade operacional”, completou.
Negociações nucleares
A segunda rodada de negociações nucleares entre o país norte-americano e o Irã foi concluída na última terça-feira, 17, na Suíça com mediação do Omã. O governo Trump participou das tratativas por meio de enviados de confiança, enquanto o presidente afirmou acompanhar o processo indiretamente.
No dia seguinte, 18, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o governo dos Estados Unidos tem ‘vários argumentos’ para atacar o Irã, caso assim deseje. Os norte-americanos querem que Teerã limite ou encerre o programa de enriquecimento de urânio, enquanto o país do Oriente Médio afirma que a iniciativa tem fins pacíficos e não a construção de uma arma nuclear.
Ao mesmo tempo em que pressiona o país do Oriente Médio a fechar um acordo, Trump fala sobre mudança no regime em Teerã, após apoiar manifestações antigoverno no país e reforçar a presença militar dos EUA na região, por meio do envio de um porta-aviões.
Em resposta a ameaças do presidente americano, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse essa semana que Trump “não conseguirá destruir a República Islâmica”. E, sem mencionar Washington diretamente, ironizou a retórica militar dos Estados Unidos. “Ele diz que seu Exército é o mais forte do mundo. O Exército mais forte do mundo pode, às vezes, levar um golpe tão forte que não consiga mais se levantar”, alertou.
/Com informações da AFP






