O Ministério da Saúde do Brasil entrou em estado de alerta máximo devido ao crescimento dos casos de sarampo no continente americano.
Em apenas dois meses de 2026, a região já registrou cerca de sete mil infecções confirmadas, o que representa metade de todos os casos notificados durante o ano passado.
A preocupação das autoridades brasileiras aumentou após a confirmação do primeiro caso da doença no país este ano: uma bebê de seis meses, em São Paulo, que contraiu o vírus durante uma viagem à Bolívia.
Apesar do registro importado, o Brasil ainda mantém o certificado de área livre de sarampo, reconquistado em 2024, pois não há registro de transmissão sustentada dentro do território nacional.
Para preservar esse status, o Governo Federal intensificou as ações de bloqueio vacinal e a vigilância em áreas de fronteira.
Ou seja, na prática, quando um caso suspeito é identificado, equipes de saúde realizam uma varredura nas proximidades da residência do paciente para vacinar contatos diretos e buscar outros possíveis infectados, em um monitoramento que pode durar até três meses.
Vale reforçar que a vacinação é a única forma de prevenção eficaz contra o sarampo. Por isso, quem tem até 59 de idade deve verificar se já tomou as duas doses da vacina e, se for o caso, atualizar o esquema vacinal.
No calendário oficial do SUS, a primeira dose do tríplice viral, que contém a imunização contra o sarampo, < deve ser aplicada aos 12 meses de idade, com o reforço da tetraviral aos 15 meses.
