O número de crianças e jovens fora da escola no mundo aumentou pelo sétimo ano seguido e já atinge 273 milhões de pessoas.
Os dados são do mais recente relatório de Monitoramento Global da Educação da Unesco.
O levantamento revela que uma em cada seis crianças está excluída do sistema de ensino, um retrocesso impulsionado pelo crescimento populacional, cortes de orçamento e crises humanitárias em diversas regiões.
A situação é ainda mais grave em zonas de conflito.
Segundo a Unesco, a população jovem fora das salas de aula pode ser subestimada em 13 milhões de pessoas se forem somados os dados de dez países afetados por guerras.
No Oriente Médio, por exemplo, o fechamento de escolas devido aos recentes ataques militares colocou milhões de estudantes em risco de atraso educacional.
Na África Subsaariana, o avanço da educação também perdeu fôlego, com a estrutura escolar sendo insuficiente para acompanhar o aumento da população jovem.
Apesar do cenário preocupante, o relatório aponta avanços históricos no acesso ao ensino.
Desde o ano 2000, o mundo ganhou mais de trezentos milhões de novas matrículas no ensino primário e secundário.
Países como Madagascar, Marrocos e Vietnã conseguiram reduzir drasticamente suas taxas de evasão escolar nas últimas duas décadas.
Outro ponto positivo é o crescimento das leis de educação inclusiva e o aumento do financiamento para merenda escolar, que dobrou de tamanho no período.
A meta da ONU de garantir educação gratuita e de qualidade para todos até 2030, no entanto, permanece distante.
No ritmo atual de expansão, a universalização do ensino médio só seria alcançada no ano de 2105.
