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Mortalidade infantil no Brasil cai ao menor índice em 34 anos, diz Unicef

mouth of sleeping baby

Photo by Jonathan Borba on Pexels.com

O Brasil atingiu a menor taxa de mortalidade infantil dos últimos 34 anos, de acordo com o novo relatório divulgado pelas Nações Unidas.

Dados do Unicef revelam que a probabilidade de uma criança morrer antes dos cinco anos no nosso país passou de 63 mortes a cada mil nascidos vivos, em 1990, para pouco mais de quatorze casos no mesmo universo de pessoas, em 2024.

O índice de mortalidade neonatal, que considera os primeiros vinte e oito dias de vida, também acompanhou a queda, registrando uma redução de setenta por cento no mesmo período.

Especialistas atribuem esse resultado histórico a um conjunto de políticas públicas consolidadas, como o Programa Saúde da Família e a ampliação da rede de atenção básica.

Além disso, o Unicef aponta como medidas fundamentais para que milhares de bebês possam sobreviver e chegar à vida adulta, o investimento em vacinação e o incentivo ao aleitamento materno.

Apesar dos números positivos, o relatório acende um sinal amarelo para a desaceleração no ritmo de queda dessa mortalidade.

Na última década, a velocidade com que os índices diminuíam caiu de quase cinco por cento ao ano para cerca de três por cento, o que indica a necessidade de ampliar o alcance das políticas públicas para comunidades que ainda enfrentam dificuldades de acesso ao sistema de saúde.

O relatório também alerta sobre a realidade de adolescentes e jovens no Brasil.

Para os meninos entre quinze e dezenove anos, a violência é a causa de quase metade das mortes registradas no país, seguida por doenças não transmissíveis e acidentes de trânsito.

Já entre as meninas da mesma faixa etária, as doenças não transmissíveis lideram as estatísticas.

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