O Brasil atingiu a menor taxa de mortalidade infantil dos últimos 34 anos, de acordo com o novo relatório divulgado pelas Nações Unidas.
Dados do Unicef revelam que a probabilidade de uma criança morrer antes dos cinco anos no nosso país passou de 63 mortes a cada mil nascidos vivos, em 1990, para pouco mais de quatorze casos no mesmo universo de pessoas, em 2024.
O índice de mortalidade neonatal, que considera os primeiros vinte e oito dias de vida, também acompanhou a queda, registrando uma redução de setenta por cento no mesmo período.
Especialistas atribuem esse resultado histórico a um conjunto de políticas públicas consolidadas, como o Programa Saúde da Família e a ampliação da rede de atenção básica.
Além disso, o Unicef aponta como medidas fundamentais para que milhares de bebês possam sobreviver e chegar à vida adulta, o investimento em vacinação e o incentivo ao aleitamento materno.
Apesar dos números positivos, o relatório acende um sinal amarelo para a desaceleração no ritmo de queda dessa mortalidade.
Na última década, a velocidade com que os índices diminuíam caiu de quase cinco por cento ao ano para cerca de três por cento, o que indica a necessidade de ampliar o alcance das políticas públicas para comunidades que ainda enfrentam dificuldades de acesso ao sistema de saúde.
O relatório também alerta sobre a realidade de adolescentes e jovens no Brasil.
Para os meninos entre quinze e dezenove anos, a violência é a causa de quase metade das mortes registradas no país, seguida por doenças não transmissíveis e acidentes de trânsito.
Já entre as meninas da mesma faixa etária, as doenças não transmissíveis lideram as estatísticas.
