Maioria dos cuidadores informais no país é formada por mulheres.
É o que revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2022, do IBGE.
Os dados mostram que as mulheres dedicam, em média, 9,6 horas semanais a mais do que os homens em tarefas domésticas e cuidados.
Isso representa mais de mil horas para cuidar de outra pessoa, seja marido, filho ou pai e mãe, mas sem remuneração e de forma invisível socialmente.
Segundo um estudo da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, 90% dos cuidadores informes no Brasil são mulheres, filhas, cônjuges e netas, com idade média de 48 anos.
A pesquisa mostra que mulheres e meninas são as mais afetadas na vida profissional e nos estudos, devido a esses cuidados.
Para o levantamento, foram realizadas entrevistas com mulheres de áreas urbanas e rurais do Paraná e Santa Catarina, responsáveis pelo cuidado de familiares idosos, doentes ou com deficiência.
