Dezoito em cada cem brasileiros adultos compraram pelo menos um livro no ano passado.
É que mostram dados da mais recente pesquisa Panorama do Consumo de Livros, realizada pela Câmara Brasileira do Livro em parceria com a Nielsen BookData.
É uma marca histórica para o mercado editorial brasileiro e revela que o hábito da leitura ganhou fôlego extra em 2025, impulsionado principalmente pelo público jovem e pelo engajamento nas redes sociais.
De acordo com o levantamento, o crescimento é de 2 pontos percentuais em relação a 2024, o que representa cerca de 3 milhões de novos consumidores entre um ano e outro.
Essa alta é atribuída principalmente ao impacto positivo de criadores de conteúdo e comunidades virtuais, que funcionam como porta de entrada para novos consumidores.
Destaque para as mulheres, que somam 61% do total de compradores de livros no país.
Recorte por classe e raça revela, ainda, que as mulheres negras da classe C são o maior grupo consumidor de livros do Brasil, representando 15% por cento de todo o mercado nacional.
Apesar do otimismo com o aumento das vendas, o estudo também aponta os desafios que o setor enfrenta.
Entre aqueles que não compraram livros em 2025, por exemplo, 28% disseram que foram desmotivadas por falta de livraria por perto. Para 35% dos não compradores, os livros são caros.
A pirataria também aparece como um obstáculo importante, já que dezesseis por cento dos entrevistados admitiram o uso de arquivos digitais gratuitos em vez da compra legal.
Outro destaque do levantamento é em relação à preferência de formato e os hábitos de consumo dos brasileiros.
Embora o mercado digital esteja consolidado, o livro impresso continua sendo o favorito, escolhido por 8 em cada 10 dos compradores em sua última aquisição.
