Uma em cada quatro pessoas no planeta carrega a bactéria da tuberculose no organismo sem apresentar qualquer sintoma, o que representa um desafio silencioso para a saúde pública global.
O microrganismo fica adormecido no corpo, podendo se manifestar e transmitir a doença em momentos de baixa imunidade.
A tuberculose é uma das doenças infecciosas que mais matam no mundo, superando até mesmo os índices de mortalidade por HIV em diversas regiões.
Apenas no último ano, foram registrados mais de dez milhões de novos casos e cerca de um milhão e duzentas mil mortes em todo o planeta.
No Brasil, a situação também preocupa, com o registro de mais de 85 mil novos diagnósticos em 2024, o que mantém país em alerta máximo para o controle da transmissão.
O principal obstáculo para a erradicação da tuberculose é que, na maioria dos casos, o diagnóstico da doença é tardio, já que os sintomas iniciais, como tosse persistente por mais de três semanas, febre baixa e suor noturno, costumam ser confundidos com resfriados comuns.
Vale lembrar que, no nosso país, o SUS oferece tratamento gratuito contra a doença, com duração de cerca de seis meses.
A principal recomendação é que o paciente não interrompa o uso dos medicamentos, mesmo com o desaparecimento dos sintomas, para evitar que a bactéria crie resistência e a doença retorne de forma ainda mais grave.
