Está faltando homem no Brasil. Pelo menos é o que mostram os números mais recentes da Pnad contínua, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE.
De acordo com os dados divulgados, a população feminina no Brasil supera a masculina em cerca de seis milhões de pessoas.
Segundo o IBGE, existem 95 homens para cada 100 mulheres.
Isso, na média. Porque, dependendo da região e da faixa etária, a proporção muda. E a diferença é maior especialmente em grandes centros urbanos.
No Rio de Janeiro, por exemplo, na faixa com mais de 60 anos, há 70 homens para 100 mulheres. Em São Paulo, nesta mesma faixa de idade, são a proporção é de 76 para 100.
Uma das principais explicações para essa falta de homens no Brasil é que, embora o nascimento de meninos seja biologicamente superior ao de meninas, a vantagem numérica se perde rapidamente após os vinte e quatro anos de idade.
Especialistas apontam que a maior exposição dos jovens do sexo masculino a causas externas, como acidentes de trânsito e violência urbana, é um dos principais fatores para o desequilíbrio.
Além disso, as mulheres costumam dar maior atenção a cuidados preventivos de saúde, o que contribui para que elas vivam mais, ampliando a diferença nas faixas etárias mais avançadas.
