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Petrobras reafirma política de preços para evitar repasses da alta internacional

Logo da Petrobras no Rio de Janeiro 05/06/2025 REUTERS/Ricardo Moraes (Foto: Reuters)

A Petrobras reafirmou sua política de preços de combustíveis e sinalizou que continuará evitando o repasse imediato das oscilações do mercado internacional ao consumidor brasileiro, mesmo diante da alta do petróleo impulsionada por conflitos no Oriente Médio. A medida busca reduzir os efeitos da volatilidade externa nos preços internos e manter ajustes sem periodicidade definida.https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9

A informação foi divulgada pelo jornal O Globo, com base em comunicado oficial enviado pela estatal à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). No documento, a companhia destacou que segue sua estratégia comercial mesmo em um cenário de forte elevação das cotações internacionais.Play Video

Segundo a Petrobras, a política atual — formalizada em maio de 2023 — prevê que os reajustes não acompanhem automaticamente as variações externas. No comunicado, a empresa afirma: “Os reajustes de preços continuam sendo feitos sem periodicidade definida, evitando o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio, conforme prática usual da Petrobras que considera as suas melhores condições de refino e logística. Quando necessários, os reajustes são realizados com base em análises técnicas e em linha com a governança da Companhia”.

Essa diretriz foi uma das promessas defendidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha eleitoral de 2022, quando propôs “abrasileirar” os preços dos combustíveis, reduzindo a dependência direta das referências internacionais.

O posicionamento da estatal também responde a questionamentos feitos pela CVM após a publicação de uma reportagem do site Brazil Journal, que apontava uma possível defasagem entre os preços praticados pela Petrobras nas refinarias e os valores internacionais.

Essa diferença tende a crescer em momentos de alta do petróleo, já que a política da empresa evita repassar imediatamente essas variações ao mercado interno. Nesse contexto, os preços domésticos podem ficar abaixo dos praticados no exterior, o que levanta discussões sobre possíveis impactos financeiros para a companhia.

Apesar disso, a Petrobras afirmou no comunicado que não “reconhece” as estimativas de defasagem divulgadas por analistas e empresas do setor. A estatal reforçou que suas decisões são baseadas em critérios técnicos e alinhadas à sua estratégia comercial e de governança.

Fonte: Brasil 247

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