O valor do salário mínimo ideal aumentou no Brasil em março e agora passa dos 7 mil e 400 reais.
De acordo com o Dieese, para que pudesse bancar moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e Previdência Social para si e sua família – considerando uma família de 4 pessoas, dois adultos e duas crianças, o trabalhador brasileiro deveria ter recebido, no terceiro mês do ano, R$ 7.425,99
Em fevereiro, esse valor tinha ficado em R$ 7.164,94. Uma diferença de pouco mais de 260 reais.
Ainda segundo o Dieese, o salário ideal é praticamente 4,6 vezes o valor do atual salário mínimo, que é de R$ 1.621.
Para fazer o cálculo do salário ideal, o Dieese leva em conta o valor da cesta básica mais cara entre todas as capitais.
Em março, foi considerada a cesta de São Paulo, que custou, em média, R$ 883,94
Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, dá para dizer que trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, em março, 48,1% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos.
Outro cálculo feito pelo Dieese é o tempo de trabalho necessário para comprar os produtos da cesta básica. Considerando os preços registrados nas 27 capitais pesquisadas, o tempo médio ficou em 97 horas e 55 minutos.
Considerando uma jornada de trabalho de 8 horas diárias, dá para dizer que o trabalhador precisou trabalhar quase 13 dias apenas para comprar os produtos alimentícios básicos.
