O setor digital da China registrou receita de 9,5 trilhões de yuans (aproximadamente US$ 1,39 trilhão) no primeiro trimestre de 2026, alta de 12,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação.
Os lucros totais do setor atingiram 737,8 bilhões de yuans no período, crescimento anual de 23,6%, com aceleração de 16,6 pontos percentuais em relação ao trimestre equivalente de 2024.
Nos três primeiros meses do ano, a produção industrial de valor agregado das principais empresas de fabricação de produtos de informação eletrônica cresceu 13,6% na comparação anual. A receita do setor de software avançou 11,7% no mesmo intervalo.
Até o final de março, o número de estações-base 5G na China superou 4,9 milhões de unidades, segundo os dados ministeriais.
Plano Quinquenal e metas para 2026–2030
O 15º Plano Quinquenal (2026–2030) reforçará o programa “China Digital” e impulsionará a transformação digital e inteligente em todos os setores econômicos e sociais do país.
Liu Liehong, diretor da Administração Nacional de Dados da China, destaca que a indústria de dados da China movimentou 5,86 trilhões de yuans (cerca de US$ 832,48 bilhões) em 2024, sustentada por uma base de mais de 400 mil empresas do setor.
Segundo o dirigente, os dados passaram a desempenhar papel mais central no desenvolvimento das chamadas “novas forças produtivas de qualidade”.
Para os próximos cinco anos, o governo chinês prevê integrar tecnologias digitais e de inteligência artificial à modernização de indústrias tradicionais, ao desenvolvimento de setores emergentes e à ampliação de serviços públicos digitais nas áreas de educação, saúde, habitação, emprego, assistência à terceira idade e cultura.
Durante o 15º Plano Quinquenal, a China aprofundará reformas na alocação de dados como fator de produção, incluindo a definição de direitos de propriedade, regras de comercialização em mercado, distribuição de benefícios e proteção de direitos.
O governo também anunciou investimentos em infraestrutura de dados e a busca por novas modalidades de fluxo transfronteiriço de dados, com ênfase em colaboração internacional no setor.
Fonte: Revista Fórum
