terça-feira, 26 maio 2026
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Andrés Sanchez é expulso do quadro associativo do Corinthians

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Danilo Fernandes / Meu Timão

Na noite desta segunda-feira, o Conselho Deliberativo (CD) do Corinthians votou pela expulsão do ex-presidente Andrés Sanchez do quadro de associados do clube. A votação aconteceu no Parque São Jorge, sede social do Timão.

Ao todo, foram 167 votantes, com 112 pelo “Sim” e 49 pelo “Não”. Além disso, houve seis abstenções entre os presentes na votação desta noite.

Embora conduzida de maneira rápida nos votos, houve tentativa de mudança do formato da votação. O ex-presidente Mário Gobbi sugeriu que a reunião não contasse com voto aberto e nominal, mas recebeu a negativa de Leonardo Pantaleão, presidente em exercício do Conselho Deliberativo.

Os conselheiros votaram o parecer elaborado por Pantaleão, que recomendou a expulsão do ex-presidente em razão do uso irregular do cartão corporativo para despesas pessoais, que teriam somado cerca de R$ 480 mil entre 2018 e 2021.

Rodrigo Bittar, conselheiro da Comissão de Ética, foi o responsável por ler as conclusões do relatório. Na sequência, a defesa de Andrés teve a palavra, antes dos conselheiros votarem pelo sim ou pelo não.

A apuração começou em agosto, conduzida pela Comissão de Justiça (CJ), pouco antes de Andrés ser denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), em outubro, pelos crimes de apropriação indébita, lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário. Após a denúncia, o ex-mandatário se licenciou das funções de conselheiro vitalício e integrante do Conselho de Orientação.

O caso foi analisado pela 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores do Tribunal de Justiça de São Paulo, que inicialmente descartou as acusações de lavagem de dinheiro e falsidade documental. Entretanto, a decisão foi suspensa após o Ministério Público apresentar um pedido de suspeição, alegando parcialidade na condução do processo.

Segundo a investigação, foram identificadas mais de 200 despesas em 31 faturas emitidas entre agosto de 2018 e fevereiro de 2021. Além do ressarcimento de aproximadamente R$ 480 mil ao Corinthians por danos materiais, o MP também pede uma indenização equivalente a 75% desse montante por danos morais, elevando a cobrança total para mais de R$ 1,1 milhão.

Andrés comandou o Corinthians entre 2007 e 2011 e, novamente, de 2018 a 2020. Após deixar a presidência, passou a ocupar o cargo de conselheiro vitalício e tornou-se membro nato do Cori (Conselho de Orientação), órgão fiscalizador previsto no Estatuto Social do clube. Agora, está expulso do quadro associativo.

Fonte: MeuTimão