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Pesquisa da USP releva que açúcar é principal matéria-prima de chocolates

a stack of chocolate

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Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo revela que o açúcar, e não o cacau, é a principal matéria-prima de boa parte dos chocolates comercializados no Brasil.

O estudo analisou diversas marcas e categorias, constatando que mesmo produtos rotulados como “meio amargo” apresentam uma concentração de cacau que chega a apenas seis por cento, em alguns casos.

Na prática, o consumidor está consumindo um produto composto majoritariamente por açúcar e gordura vegetal, o que descaracteriza as propriedades nutricionais esperadas do derivado do cacau

O levantamento da USP acende um alerta sobre a falta de clareza nas embalagens e a flexibilidade das normas de rotulagem atuais.

De acordo com os pesquisadores, a legislação brasileira exige um teor mínimo de vinte e cinco por cento de sólidos de cacau para que o produto seja chamado de chocolate, mas não há uma regra específica que defina o percentual exato para o termo “meio amargo”.

Isso permite que a indústria utilize quantidades mínimas do ingrediente principal, substituindo-o por aditivos mais baratos que comprometem a qualidade e os benefícios à saúde.

A orientação dos especialistas é redobrar a atenção na hora da compra. A recomendação é conferir sempre a lista de ingredientes no verso da embalagem: por lei, os itens devem ser listados em ordem decrescente de quantidade.

Se o açúcar aparecer em primeiro lugar, ele é o componente que está em maior quantidade no produto.

Optar por versões com maior teor de massa de cacau, preferencialmente acima de setenta por cento, é o mais recomendado para a saúde.

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