O rendimento médio mensal do brasileiro atingiu o maior valor da história em 2025, impulsionado pela recuperação econômica que está se consolidando após a pandemia.
É o que mostram dados divulgados pelo IBGE.
O valor médio recebido pela população alcançou 3 mil 367 reais, o que representa uma alta real de 5,4% na comparação com 2024.
Esse valor considera todas as fontes de renda. Ou seja, além dos salários, também entram na conta fontes como aposentadorias, aluguéis e programas de transferência de renda.
Foi o quarto ano consecutivo de crescimento, confirmando uma trajetória de ganho no poder de compra de quem vive no Brasil.
O levantamento da PNAD Contínua revela, ainda, que mais de 143 milhões de pessoas possuem algum tipo de rendimento no país, o maior nível da série histórica iniciada em 2012.
Especificamente no mercado de trabalho, o rendimento médio saltou para 3 mil 560 reais, com destaques para as regiões Centro-Oeste e Norte, que registraram os maiores avanços percentuais de um ano para o outro.
A massa de rendimento, que é a soma de todos os salários pagos na economia, também atingiu patamares inéditos, chegando a 361 bilhões de reais por mês.
Mas o relatório do IBGE faz um alerta sobre a persistência da desigualdade social. Embora os indicadores tenham melhorado em relação ao período pré-pandemia, os 10% mais ricos ainda ganham quase 14 vezes mais do que os 40% mais pobres da população.
