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Setor bancário cita preocupação com suspensão de crédito consignado do INSS

Divulgação | CNN Brasil

Entidades do setor bancário manifestaram nesta segunda-feira (4) “grande preocupação, surpresa e ​insegurança” com a decisão do Tribunal de ​Contas da União, na semana passada, que suspendeu todas as modalidades de crédito consignado do INSS.

“É indispensável mitigar riscos de fraudes, coibir contratações indevidas e corrigir fragilidades operacionais no ecossistema do consignado”, afirmaram a ABBC (Associação Brasileira de Bancos), a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e a Zetta, associação que reúne fintechs e ⁠instituições de pagamento.

“No entanto, a ​paralisação do consignado do INSS, por decisão inesperada do poder ​público, interrompe um mercado regulado que movimenta cerca de R$ 100 bilhões por ⁠ano, com aproximadamente R$ 9 bilhões em ⁠descontos mensais, e penaliza sobretudo uma população de baixa renda ​e ‌alta vulnerabilidade financeira.”

Na última quarta-feira (29), decisão cautelar do TCU determinou ao INSS ⁠e às instituições financeiras conveniadas a suspensão temporária da concessão de novos empréstimos consignados aos beneficiários do sistema previdenciário até que sejam implantadas e comprovadas travas de ‌segurança ⁠e controles automatizados ‌no sistema eConsignado, bem como suspensão das modalidades cartão de crédito consignado e cartão consignado de benefício.

Na nota conjunta, ABBC, a Febraban e a Zetta citam ⁠que cerca de 4 em cada 10 ⁠aposentados e pensionistas — aproximadamente 17 milhões de beneficiários do INSS — têm empréstimos consignados e que ‌a carteira total do consignado do INSS (empréstimos e cartão) reúne 65,4 milhões de contratos ativos e R$ 283,9 bilhões em crédito.

Também citam que a taxa média do consignado do INSS é de 1,82% ao mês, uma das ‌mais baixas disponíveis para os segmentos de menor renda.

As entidades também afirmaram ser indispensável calibrar as medidas para proteger o planejamento financeiro dos ⁠beneficiários e assegurar a estabilidade e a previsibilidade de um ecossistema regulado, com contratos vigentes e múltiplos participantes, públicos e privados.

A ABBC, a Febraban e a ​Zetta destacaram que buscarão a modulação dos efeitos da decisão cautelar, com ​base em um compromisso firme das instituições financeiras associadas de continuar implementando, de forma gradual e verificável, todas as medidas e controles compatíveis com o racional definido pelo Tribunal.Fonte: CNN BRasil

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