Criminosos usam nome da entidade e de escritórios parceiros para enganar profissionais da educação com falsas cobranças via WhatsApp
O presidente do Sintep Subsede de Lucas do Rio Verde, Ericksen Carpes, fez um alerta aos profissionais da educação das redes estadual e municipal sobre golpes que vêm sendo aplicados por criminosos utilizando o nome da entidade e de escritórios parceiros para enganar professores com falsas cobranças relacionadas a ações judiciais.
Segundo Ericksen, o Sintep Mato Grosso possui ações judiciais coletivas já vencidas pela categoria, que atualmente estão em fase de execução de sentença. Apesar de serem ações coletivas, o processo de recebimento é individual, e cada profissional será comunicado diretamente pelos canais oficiais da entidade.
De acordo com ele, golpistas estão se passando por representantes do sindicato e até utilizando o logotipo do Sintep em perfis de WhatsApp para dar aparência de credibilidade às mensagens.
“A assessoria jurídica do Sintep não entra em contato via WhatsApp com nenhum profissional da educação. Todos os contatos oficiais são realizados por meio do e-mail institucional do sindicato. Em caso de qualquer dúvida, o profissional deve procurar diretamente a subsede ou utilizar os canais oficiais”, reforçou.
O presidente revelou que quatro casos já foram registrados em Lucas do Rio Verde, com professores que acabaram realizando pagamentos acreditando que precisavam quitar taxas para liberar valores judiciais.
O golpe, segundo ele, geralmente funciona com a falsa informação de que o valor da ação já está disponível, mas que é necessário efetuar o pagamento de uma suposta taxa, boleto ou transferência via Pix para a liberação.
Os valores cobrados pelos criminosos costumam variar entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil.
Ericksen reforçou que o Sintep jamais exige qualquer pagamento antecipado para liberação de valores judiciais. Caso exista algum desconto referente a honorários advocatícios, ele é abatido diretamente do montante recebido pelo beneficiário, sem necessidade de qualquer depósito prévio.
“Se alguém pedir qualquer valor do seu bolso para liberar uma ação judicial, desconfie imediatamente. Procure a subsede, confira a informação e não faça pagamentos sem confirmação oficial”, alertou.
Dos quatro casos registrados no município, um deles conseguiu ser revertido graças à rápida atuação da Polícia Judiciária Civil, que efetuou o bloqueio e estorno dos valores. Nos outros três casos, no entanto, os prejuízos não puderam ser recuperados.
A orientação do sindicato é para que os profissionais redobrem a atenção e sempre busquem confirmação pelos canais oficiais antes de qualquer movimentação financeira.
