A inflação de maio desacelerou em relação ao resultado de abril.
Os números mais recentes do IBGE sobre o IPCA, indicador que é considerado a inflação oficial do país, fechou o mês de maio em 0,58%, contra 0,67% em abril.
Mas vale destacar o comportamento do grupo Alimentação e bebidas, que é o de maior peso na composição da inflação e foi o grupo que mais pressionou a alta do custo de vida no mês passado.
Com taxa de 1,33% e 0,29 p.p. de impacto, o grupo respondeu metade do resultado do mês.
A alimentação no domicílio, por exemplo, avançou 1,65%.
Contribuíram para esse resultado, principalmente, os encarecimentos de praticamente 45% da batata-inglesa, de mais de 20% do tomate e de 16,8% da cebola, além da alta próxima a 1,5% do preço médio das carnes.
Segundo o IBGE, além de questões relacionadas à menor oferta, a influência do valor do frete, por conta da alta dos combustíveis, também ajuda a explicar esses encarecimentos.
Depois do grupo Alimentação e Bebidas, os grupos de Habitação e Saúde e cuidados pessoais foram os que mais pressionaram a inflação em maio.
Com o resultado do mês passado, o IPCA agora acumula alta de 3,20% no ano e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 4,72%, acima dos 4,39% dos 12 meses imediatamente anteriores e já acima do limite máximo da meta estabelecida para este ano, que é 4,5%.
