O preço dos combustíveis no Brasil subiu menos que a média internacional durante a recente crise no mercado de petróleo, provocada pelos conflitos no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel.
Um levantamento do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, o Ineep, revela que, entre o fim de fevereiro e o início de junho, a gasolina acumulou alta de 4,9% e o diesel subiu 13,6% nos postos brasileiros.
Percentuais que ficaram abaixo da média global, que foi de alta de 17,5% da gasolina e de 23,3% do diesel.
Além disso, alguns países registraram altas ainda maiores. Nos Estados Unidos, por exemplo, país com participação direta na crise do Oriente Médio, gasolina e diesel encareceram mais de 36% e, na Argentina, país vizinho do Brasil, as altas superaram 20%.
De acordo com os pesquisadores, os números mostram que as medidas adotadas no Brasil, que incluíram subsídios e isenções, foram fundamentais para segurar o choque internacional e estabilizar o mercado doméstico.
No entanto, o Ineep adverte que essas ações são apenas paliativas e não resolvem os problemas estruturais do setor energético brasileiro.
Os analistas defendem que, para reduzir de forma permanente a dependência das oscilações internacionais, o país precisa de uma estratégia de longo prazo que inclua o fortalecimento da Petrobras e a expansão da capacidade das refinarias nacionais.
Ainda de acordo com o estudo, no período analisado, o preço do etanol caiu mais de 7%, beneficiado pelo início da nova safra de cana-de-açúcar e pelo aumento da oferta.
