Praticamente 6 de cada 10 consumidores brasileiros já aceitam pagar mais caro por alimentos saudáveis.
Pelo menos, é isso que indica um levantamento inédito da Nielsen, divulgado pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD), que mostra que cerca de 45% já reduziram o consumo de produtos industrializados e 59% gastam mais com itens que contribuem para a saúde.
Além disso, o levantamento revela que o carrinho de compras de produtos saudáveis cresceu onze por cento, enquanto o de itens tradicionais encolheu pelo menos 8%.
As categorias que mais se beneficiaram desse novo comportamento do consumidor foram as de frutas, legumes, verduras e proteínas.
De acordo com a pesquisa, o aumento da oferta de versões zero açúcar e o impacto das canetas emagrecedoras foram fundamentais para consolidar essa mudança.
Entre as pessoas que fazem uso de medicamentos para a perda de peso, o consumo de chocolates, refrigerantes e bebidas alcoólicas despencou, abrindo espaço para um aumento expressivo na compra de carnes, ovos e suplementos.
Especialistas apontam que o setor atacadista e de distribuição acompanhou o movimento e fechou o primeiro quadrimestre deste ano com alta de quase cinco por cento no faturamento.
Atualmente, o mercado global de saúde e bem-estar já movimenta mais de 6 trilhões de dólares e deve crescer a uma taxa anual na casa dos 7% até 2028, acima da expansão projetada para o PIB mundial, que é de pouco menos de 5%. A expectativa é que o setor alcance 9 trilhões de dólares até 2028.
