A inadimplência no Brasil deixou de ser apenas uma questão financeira e se transformou em uma grave crise de saúde e produtividade, com 86% dos devedores relatando danos físicos decorrentes do estresse das contas em atraso.
Os dados fazem parte de uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do SPC Brasil, que aponta alterações no sono e no apetite como as principais sequelas físicas entre os consumidores que estão com restrições no nome há mais de três meses.
O levantamento revela ainda que 95% dos entrevistados manifestam impactos emocionais negativos, como ansiedade e preocupação constantes.
Além disso, 7 em cada 10 pessoas dizem que as preocupações com as contas em atraso comprometem o desempenho profissional, gerando desatenção, queda na produtividade e perda de paciência com os colegas de equipe.
Os problemas no convívio familiar também aumentam e a falta de recursos para o transporte ou presentes faz com que a grande maioria deixe de frequentar eventos importantes como casamentos e aniversários.
Apesar das dificuldades e da restrição ao crédito em bancos e lojas, o estudo mostra que a dependência do sistema financeiro continua alta, e 80% dos negativados tentaram obter novos recursos no último ano, principalmente para pagar outras dívidas.
