Os preços do petróleo voltaram a cair em 24 de junho, levando Brent e petróleo dos EUA aos níveis mais baixos desde o início da guerra no Irã, no fim de fevereiro. A Reuters informou o Brent a US$ 75,88 por barril e o WTI a US$ 72,07, com o mercado reagindo à expectativa de um fluxo mais tranquilo pelo Estreito de Ormuz e a menos risco imediato de interrupção no fornecimento.
Essa queda é relevante porque o petróleo havia disparado depois do início do conflito, impulsionado pelo medo de que o Estreito de Ormuz ficasse bloqueado por mais tempo e tirasse milhões de barris do mercado. O movimento mais recente mostra que os investidores agora estão precificando um cenário bem diferente.
O fluxo por Ormuz está movimentando o mercado
O principal motivo da venda é a mudança nas expectativas em torno do Estreito de Ormuz. A Reuters afirmou que mais petroleiros começaram a atravessar a passagem após sinais de desescalada entre Estados Unidos e Irã, aliviando o medo de um gargalo prolongado em uma das rotas energéticas mais importantes do mundo.
Isso pesa mais para os investidores do que apenas a retórica diplomática. O mercado quer provas de que os barris realmente podem circular, e a recuperação no tráfego marítimo está dando motivos para reduzir parte do prêmio de guerra embutido no preço do petróleo. Essa é uma inferência com base na cobertura da Reuters sobre a melhora no fluxo e a queda nos preços.
Oferta iraniana pode aumentar a pressão
Outro fator para a fraqueza do petróleo é a expectativa de que mais petróleo iraniano volte ao mercado. A Reuters informou que o alívio temporário das sanções dos EUA e a isenção de 60 dias que permite ao Irã exportar petróleo estão aumentando a expectativa de que barris adicionais possam retornar à oferta global.
Essa perspectiva de oferta importa porque o mercado já não reage apenas ao risco de interrupção. Ele também reage à possibilidade de que a mesma diplomacia que reduz as tensões também aumente a oferta de petróleo disponível.
Mercado vê alívio, não solução definitiva
Apesar da forte queda, o mercado não trata a crise como encerrada. A Reuters observou que ainda há incertezas sobre os termos da inspeção nuclear e sobre a durabilidade do acordo de paz, o que significa que o prêmio de risco geopolítico diminuiu, mas não desapareceu.
Isso explica por que o petróleo cai forte sem desabar por completo. Os investidores veem melhora nas condições, mas também sabem que o acordo ainda tem pontos frágeis, que podem trazer a volatilidade de volta rapidamente. Essa é uma inferência baseada na descrição da Reuters sobre as preocupações não resolvidas com inspeções e com o acordo.
O que vem a seguir
O próximo movimento do petróleo vai depender de o tráfego por Ormuz continuar melhorando e de o quadro diplomático se manter por tempo suficiente para permitir um aumento relevante das exportações iranianas. Se as duas tendências continuarem, o petróleo pode seguir pressionado. Se uma delas falhar, o mercado pode reverter rapidamente.
Por enquanto, a principal conclusão é que o petróleo caiu ao menor nível desde o início da guerra no Irã porque os investidores apostam que os piores temores sobre a oferta estão diminuindo mais rápido do que o esperado.
Fonte: Walking Archive
