Quatro em cada dez estudantes brasileiras faltam às aulas pelo menos uma vez por mês devido a dores e sintomas relacionados ao período menstrual.
O dado faz parte de um levantamento realizado pelos institutos Alana e Equidade.Info, que entrevistou duas mil e 500 alunas e 303 professoras do ensino fundamental e médio em todo o país.
O estudo revela que o problema não atinge apenas as jovens, mas também o corpo docente, provocando o afastamento mensal de 12% das professoras.
A cólica é disparada a principal causa de desconforto, relatada por quase 60% das entrevistadas, seguida por cansaço, dores de cabeça e o receio de vazamentos por falta de estrutura adequada nas instituições de ensino.
Especialistas alertam que o índice alto de faltas causa defasagem no aprendizado e defendem que a dor menstrual passe a ser tratada como uma questão de saúde pública e de direito à educação.
A recomendação dos institutos é que as escolas adotem políticas de apoio pedagógico para compensar os dias perdidos, além de promover debates abertos sobre o tema entre meninos e meninas desde o início do ensino fundamental.
