segunda-feira, 22 junho 2026
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Salah lidera virada do Egito sobre a Nova Zelândia e conquista vitória histórica na Copa do Mundo

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Divulgação | Brasil 247

Mohamed Salah comandou uma noite histórica para o Egito na Copa do Mundo. Depois de sair atrás no placar diante da Nova Zelândia, a seleção egípcia reagiu no segundo tempo, venceu por 3 a 1 neste domingo, em Vancouver, e conquistou sua primeira vitória em Mundiais, em resultado que a levou à liderança do Grupo G.

As informações são da Reuters, em reportagem assinada por Philip O’Connor e Pearl Josephine Nazare em Vancouver. Após um primeiro tempo discreto, em que foi para o intervalo em desvantagem, o Egito voltou transformado para a etapa final, com Salah assumindo o protagonismo e mostrando, aos 34 anos, que ainda é capaz de decidir partidas em alto nível.

“É uma grande conquista para todos os jogadores. É uma grande vitória. É uma grande vibração. O próximo jogo é muito importante”, disse Salah, celebrado pelos companheiros após a vitória.

Egito assume a liderança do Grupo G

Com o triunfo, o Egito chegou a quatro pontos em duas partidas. A equipe havia empatado por 1 a 1 com a Bélgica na estreia e agora assumiu a ponta do Grupo G, fortalecendo suas chances de chegar à fase eliminatória.

A Nova Zelândia, que havia empatado por 2 a 2 com o Irã em sua primeira partida, permaneceu com apenas um ponto e caiu para a última posição da chave. Bélgica e Irã somam dois pontos cada, depois do empate por 0 a 0 entre as duas seleções.

A última rodada promete forte disputa por vaga na fase de 32 avos de final. A Nova Zelândia enfrentará a Bélgica em Vancouver, enquanto o Egito terá pela frente o Irã, em duelo decisivo para confirmar a classificação.

Nova Zelândia sai na frente e controla o primeiro tempo

A estratégia neozelandesa no primeiro tempo foi simples e eficiente. A equipe procurou usar bolas longas quando necessário, alternando com momentos de posse de bola para diminuir o ritmo egípcio.

O plano funcionou até o intervalo. O defensor Finn Surman abriu o placar após cobrança de escanteio, escapando da marcação de Ahmed Fatouh antes de cabecear com força para o fundo da rede.

A Nova Zelândia ainda levou perigo cedo, quando Callum McCowatt desviou de cabeça e obrigou o goleiro egípcio a espalmar por cima do travessão. O Egito, por sua vez, teve dificuldades para impor seu jogo na etapa inicial e pouco conseguiu produzir ofensivamente antes do intervalo.

Salah muda o jogo e comanda a reação egípcia

O cenário mudou completamente no segundo tempo. O Egito aumentou a pressão, passou a ocupar melhor o campo ofensivo e encontrou o empate aos 58 minutos, com Mostafa Zico. O atacante aproveitou cruzamento de Mohamed Hany pela direita e cabeceou para o gol.

Nove minutos depois, Salah apareceu para entregar ao público o momento mais esperado da partida. O camisa 10 avançou pela direita, tabelou com Zico e finalizou no canto oposto, virando o placar para o Egito.

A atuação de Salah foi decisiva não apenas pelo gol. Aos 81 minutos, ele quase marcou novamente ao cortar da direita e finalizar em chute desviado. Na sequência do escanteio resultante da jogada, o astro egípcio participou de mais um lance capital: Mahmoud Trezeguet, que havia entrado no decorrer da partida, mergulhou na primeira trave e cabeceou para ampliar o placar.

Torcida egípcia transforma Vancouver em Cairo

A vitória foi recebida com enorme emoção pelos torcedores egípcios presentes em Vancouver. Nos acréscimos, a ansiedade tomou conta das arquibancadas, com os fãs assobiando para que o árbitro encerrasse a partida.

Quando o apito final soou, uma explosão de alegria tomou o estádio. Salah e seus companheiros comemoraram o resultado histórico, enquanto o técnico Hossam Hassan deu uma volta no gramado carregando uma bandeira do Egito.

“Meus sentimentos são os mesmos do povo egípcio, porque eu sou um deles. Eu sou um deles e os amo — aqueles que vieram aqui e aqueles que ficaram acordados no Egito assistindo”, afirmou Hassan.

O treinador também destacou o papel da torcida na vitória. “O estádio parecia como se estivéssemos no Egito. Os torcedores fizeram parecer que estávamos jogando no Egito, e eu disse aos jogadores: ‘Estamos jogando no Egito’. O estádio estava cheio, como o Estádio do Cairo”, disse.

Nova Zelândia lamenta nova vantagem desperdiçada

Para a Nova Zelândia, a derrota teve gosto amargo. Depois de ter sido buscada duas vezes no empate por 2 a 2 contra o Irã, a seleção voltou a desperdiçar uma vantagem. Desta vez, o prejuízo foi maior, já que a virada egípcia deixou os neozelandeses em situação delicada no grupo.

O capitão Chris Wood reconheceu a qualidade do adversário e destacou a capacidade de Salah de decidir a qualquer momento.

“Acho que nós os contivemos bem o suficiente, mas eles têm jogadores bons o bastante em todo o time”, disse Wood a jornalistas.

“Você não pode se concentrar em apenas um jogador, e ele pode aparecer com um gol a qualquer momento, e mostrou isso”, acrescentou.

O atacante neozelandês também afirmou que o Egito não depende apenas de Salah. “Ele é um bom jogador, você tem que ficar de olho nele, mas também há muitos outros jogadores naquele time que criam problemas e, no fim, eles também marcaram gols”, disse.

Vitória histórica aumenta ambição egípcia

A primeira vitória do Egito em Copas do Mundo tem peso simbólico e esportivo. Além de encerrar uma longa espera, o resultado colocou a seleção em posição favorável para buscar a classificação à fase eliminatória.

Com Salah em noite decisiva, Zico participando diretamente da reação e Trezeguet fechando o placar, o Egito mostrou força mental para superar um primeiro tempo difícil e transformar a pressão em uma virada histórica.

Agora, a equipe chega à rodada final dependendo de si mesma contra o Irã. Para Salah e seus companheiros, a vitória em Vancouver não foi apenas um marco: foi também um impulso decisivo na tentativa de levar o Egito a uma nova etapa em sua trajetória no futebol mundial.

Fonte: Brasil 247