
Os casos de abuso virtual direcionados a jogadores e comissões técnicas dispararam durante a primeira fase da Copa do Mundo, registrando um aumento de 13 vezes em comparação com a edição anterior do torneio, realizada em 2022.
De acordo com balanço divulgado pelo Serviço de Proteção às Redes Sociais da Fifa, a maioria das mensagens ofensivas, cerca de onze por cento do total de ataques, envolve crimes de discriminação racial.
O serviço de monitoramento da Fifa combina tecnologia e moderação humana para detectar, filtrar e bloquear mensagens abusivas.
Ao todo, foram identificadas, no período em que as seleções disputaram a fase de grupos, 225 mil publicações; 89 mil delas foram classificadas como abusivas e cerca de mil contas de usuários foram encaminhadas para investigação mais aprofundada por espalhar discursos de ódio, xenofobia e ameaças diretas de violência.
O relatório aponta, ainda, que o maior volume de ofensas virtuais coincide com momentos de eliminação de seleções ou falhas individuais em cobranças de pênaltis.
A entidade máxima do futebol reforçou que o serviço de inteligência artificial e moderação humana conseguiram ocultar mais de duzentas mil mensagens criminosas antes mesmo que elas chegassem aos celulares dos jogadores, reduzindo o impacto psicológico sobre as delegações.
A Fifa projeta estender essa ferramenta de monitoramento e proteção jurídica para os campeonatos de clubes e torneios continentais, pressionando as grandes empresas de tecnologia a adotarem critérios mais rígidos de identificação de usuários para banir definitivamente os propagadores de ódio do ambiente esportivo.




