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Venda da Rumo coloca Mato Grosso em alerta sobre conclusão da ferrovia estadual

João Neto

Menos de uma semana após a inauguração do primeiro trecho da Ferrovia Estadual Vicente Vuolo, a Rumo Logística voltou a ser o centro das atenções no mercado financeiro e na política nacional.

A empresa está oficialmente à venda.

Segundo apuração do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o Grupo Ultra desistiu formalmente da disputa pela compra da empresa.

Porém, a corrida pelo controle da maior operadora ferroviária privada da América Latina segue acirrada, com outros oito grandes investidores institucionais e grupos logísticos na disputa.

A movimentação financeira é acompanhada de perto pelo setor produtivo mato-grossense e pelo Palácio Paiaguás.

Em Mato Grosso, a Rumo não é vista apenas como uma concessionária comum, mas como a condutora de uma obra de infraestrutura de 15 bilhões de reais que promete ligar Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios.

O primeiro trecho de trilhos, conectando Rondonópolis a Dom Aquino, acaba de ser entregue após um investimento de cinco bilhões.

Historicamente, a concessão da Ferrovia Senador Vicente Emílio Vuolo já passou por um verdadeiro “jogo de empurra”.

A Rumo é, atualmente, a quarta empresa a assumir a responsabilidade pela construção e operação do modal.

Com a iminente venda de seu controle acionário, o projeto caminha para ter o seu quinto dono oficial.

Para a economia de Mato Grosso, a eventual troca de controle acionário não altera os contratos vigentes nem modifica as cláusulas jurídicas de forma automática.

A grande preocupação do agronegócio e das lideranças regionais é o ritmo de execução do cronograma de obras.

A concessionária Rumo ainda não se posicionou sobre o assunto.

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