Pneumologista destaca que regulamentar o cigarro eletrônico é garantia de um consumo mais seguro

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Foto: Divulgação

Regulamentação do cigarro eletrônico no Brasil vai ajudar no consumo mais seguro.

É o que afirma o pneumologista Rodolfo Behrsin. De acordo com o médico, se esses dispositivos fossem aprovados pela Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, haveria garantia da procedência e um maior controle desses produtos vendidos no Brasil:

Em alguns países, o cigarro eletrônico é usado como um mecanismo de redução de danos à saúde. São cerca de 80 nações que reconheceram, com base em estudos científicos independentes, que ele contribui para diminuir o tabagismo e, assim, melhorar a saúde pública.

O pneumologista Rodolfo Behrsin considera essa substituição uma forma de reduzir a exposição dos fumantes.

Já Alessandra Bastos Soares é farmacêutica, ex-diretora de Medicamentos e Alimentos da Anvisa e consultora científica da BAT Brasil. A profissional destaca que a regulamentação vai determinar o que exatamente contém no cigarro eletrônico:

A farmacêutica diz, ainda, que seria possível saber exatamente a quantidade de nicotina utilizada e quais substâncias são inaladas na vaporização, evitando maiores riscos à saúde dos consumidores. A proibição existe desde 2009 por determinação da Anvisa, mas no país já são mais de dois milhões e 200 mil pessoas que utilizam cigarro eletrônico, um produto encontrado apenas na ilegalidade.

Um debate para rever a proibição dos dispositivos eletrônicos no Brasil vai ser realizado em 1º de dezembro, às 9h30 da manhã. Antônio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa, convocou uma reunião da Diretoria Colegiada, que será pública, na sede da agência, e transmitida online.