
O Brasil registrou, no ano passado, o maior número de transplantes de órgãos da história
Dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2025, houve um aumento de 21% nas doações em comparação com 2022.
Ao todo, foram realizados 31 mil transplantes em todo o País; em 2022, o ano de comparação, foram 25 mil e 600.
Para a pasta federal, o resultado reflete o avanço da logística e da organização do sistema em todo o país, com o fortalecimento de parcerias institucionais e a ampliação do acesso dos pacientes aos transplantes.
Por meio de parcerias com companhias aéreas e com a Força Aérea Brasileira (FAB), por exemplo, foram feitos 4.808 voos — um aumento de 22% em relação a 2022 —, o que contribuiu para que os órgãos chegassem a tempo ao destino, ampliando as chances de transplante e salvando mais vidas em diferentes regiões do país.
O transplante de córnea foi o mais realizado em 2025, com 17.790 procedimentos.
Depois, aparecem os de rim, com quase 6 mil e 700, medula óssea, com 3.993 procedimentos; fígado, com 2.573; e coração, com 427.
Ainda de acordo com os dados divulgados pelo Ministério, 86 de cada 100 transplantes realizados no país são financiados pelo SUS.
Apesar dos avanços e do recorde no número de transplantes no ano passado, a recusa familiar à doação de órgãos continua sendo um desafio importante.
Atualmente, cerca de 45% das famílias não autorizam a doação.
Vale lembrar que essa é uma decisão que preciosa ser tomada em momento difícil, de dor e impacto emocional. Por isso, é importante falar sobre o tema com seus familiares e, se for de seu desejo ser doador, deixar isso claro a quem pode ter que vir a decidir sobre a doação, já que a última palavra é sempre dos familiares responsáveis.





