sexta-feira, 15 maio 2026
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Cresce o número de estudantes matriculados no ensino superior em todo o mundo, mas desigualdade persiste

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man wearing a suit and holding biretta in front of university
Photo by Hussein Altameemi on Pexels.com

O número de estudantes matriculados no ensino superior em todo o mundo mais que dobrou nas últimas duas décadas, saltando de cem milhões no ano 2000 para duzentos e sessenta e nove milhões em 2024.

Os dados constam no primeiro relatório global da Unesco sobre tendências do setor, divulgado desta semana em Paris.

O estudo, que considera dados de 146 países, revela que quase metade da população jovem global está hoje em uma universidade, mas aponta que o crescimento não aconteceu de forma igualitária entre as nações.

Enquanto na Europa Ocidental e na América do Norte oito em cada dez jovens chegam ao ensino superior, na África Subsaariana esse índice não chega a dez por cento.

Já na América Latina e no Caribe, o número de matriculados nesta etapa do ensino é de 59%, com um destaque as matrículas no setor privado.

Em países como o Brasil e o Chile, por exemplo, quatro em cada cinco estudantes frequentam instituições particulares, o que evidencia o fato de que o ensino público gratuito ainda é limitado a poucos países.

O relatório também destaca um avanço significativo na presença feminina no meio acadêmico.

 Atualmente, as mulheres já superam os homens no total de matrículas globais, com uma proporção de 114 mulheres para cada 100 homens.

Apesar disso, a Unesco alerta que elas continuam pouco representadas em cursos de doutorado e ocupam apenas uma em cada quatro vagas de liderança nas universidades.

Outro ponto de atenção é que a taxa de conclusão dos cursos não acompanhou o ritmo das matrículas, subindo apenas cinco pontos percentuais na última década.

O relatório mostra, ainda, que o número de estudantes que buscam formação fora de seus países de origem triplicou no período pesquisado, chegando a mais de sete milhões de pessoas.

 Embora países tradicionais como Estados Unidos e Reino Unido ainda concentrem metade desses alunos, novos destinos como Turquia e Emirados Árabes ganham força no período analisado.