
O crime custa pelo menos 107 bilhões de reais por ano para a indústria brasileira, divididos entre os prejuízos diretos causados por bandidos e os gastos das empresas com segurança privada.
Os dados são de levantamento da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, que ouviu 1.398 empresas de pequeno, médio e grande porte em todo o país, pertencentes a 32 diferentes setores.
Segundo a entidade, esse rombo bilionário retira do setor produtivo recursos que poderiam ser revertidos na criação de novos empregos, em investimentos e na melhoria da produção nacional.
O levantamento revela que a maior parte do dinheiro, quase 69 bilhões de reais, é gasta pelas companhias com medidas de prevenção, como vigilância patrimonial, monitoramento eletrônico e segurança cibernética.
Já as perdas diretas com a atividade criminosa somam mais de 39 bilhões de reais, englobando desde furtos de matérias-primas e fraudes de energia até o contrabando e a pirataria.
De acordo com o levantamento, o roubo de cargas durante o transporte lidera a lista de crimes mais frequentes, afetando principalmente as médias e grandes empresas.
A fabricação ou venda de produto irregular e o roubo ou furto de matérias-primas, equipamentos e produtos dentro da empresa também estão entre os tipos de crimes que mais afetaram a indústria nos últimos dois anos.




