
A taxa de pobreza em 22 regiões metropolitanas do Brasil recuou para 18,4% no ano passado, o menor patamar da série histórica desde 2012.
Os dados constam no boletim Desigualdade nas Metrópoles, produzido em parceria pelo Observatório das Metrópoles, a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina a PUC do Rio Grande do Sul.
O documento revela que mais de dez milhões de pessoas deixaram a condição de vulnerabilidade social no país em um período de quatro anos.
De acordo com os pesquisadores, essa melhora expressiva foi impulsionada diretamente pela recuperação do mercado de trabalho e pelo aumento do rendimento das famílias mais necessitadas através do emprego, e não por programas de transferência de renda.
Apesar da redução histórica, o relatório é mais um documento a alertar que o abismo social e a concentração de renda continuam elevados nas grandes cidades brasileiras.
O grupo formado pelos 10% ricos da população dos grandes centros urbanos recebe mais de 16 vezes o rendimento dos 40% mais pobres.
Além disso, os especialistas reforçam que a manutenção dos juros em patamares altos beneficia os mais ricos e contribui para manter a desigualdade acentuada e concentrada, principalmente nas capitais das regiões Norte e Nordeste.





