
s denúncias de violência contra crianças e adolescentes mais que dobraram no Brasil em um período de cinco anos.
De acordo com levantamento da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, com base em dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação, do Ministério da Saúde, as notificações saltaram de pouco mais de 73 mil e 600 casos em 2020 para 165 mil, 413 no ano passado, o que representa um crescimento de 120%.
Ao todo, foram contabilizadas mais de 685 mil notificações envolvendo vítimas de até dezoito anos no período analisado.
O perfil das vítimas aponta que as meninas e adolescentes do sexo feminino são as principais afetadas, representando 62% dos registros.
Ainda de acordo com a pesquisa, a violência sexual desponta como a agressão mais frequente nos relatórios de saúde, seguida de perto por episódios de negligência, abandono e violência física.
Outra triste constatação é que a maioria das agressões acontece dentro do próprio ambiente doméstico, tendo a mãe ou o pai identificados como os principais autores dos atos violentos.
A análise geográfica revela que o aumento das notificações, ao longo dos últimos anos, foi registrado em todas as regiões do território nacional, com os estados de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentrando metade de todos os casos do país.




