Safra de 2024 deve ser 2,8% menor que a deste ano, diz IBGE

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© Agência Brasil

O cenário previsto de queda na safra pode ser explicado pela instabilidade de chuvas, que tem atrasado a semeadura de grãos – como no caso de Mato Grosso

O volume da produção brasileira de grãos, cereais e leguminosas deve atingir 316,7 milhões de toneladas na safra 2023/2024, valor que representa 4,7 milhões de toneladas a menos do que o produzido na safra anterior em todo o país.

A estimativa é da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Safra 2023/2024 menor

Caso a estimativa seja confirmada, a safra de soja do ano ano que vem deverá ter uma queda de 1,3%, ou menos 2 milhões de toneladas, enquanto o milho pode recuar 5,6%, ou menos 7,3 milhões de toneladas.

De modo geral, a safra deve ser 2,8% inferior no país, ou 8,8 milhões de toneladas a menos, à estimada para este ano, de 317 milhões de toneladas.

Ambos os grãos também deverão ter queda na área colhida, de 0,6% e 0,4% respectivamente, segundo o LSPA (Levantamento Sistemático da Produção Agrícola), divulgado pelo IBGE.

O cenário previsto pode ser explicado pela instabilidade de chuvas, que tem atrasado a semeadura de grãos – como no caso de Mato Grosso.

O baixo índice de chuva associado às altas temperaturas, resultaram em níveis de umidade no solo persistentemente baixos, sendo insuficientes para o início das culturas da primeira safra, diz a Conab.

Cenário da soja em MT

Em Mato Grosso, as chuvas irregulares e as altas temperaturas chegaram a interromper o plantio em diversas regiões. Atualmente, o plantio já chegou a mais de 80% da área prevista.

Os atrasos da semeadura, em razão da condição climática, podem impactar o planejamento ao longo da safra 2023/24, influenciando nos cultivos de segunda safra.

O plantio do algodão está previsto para ocorrer apenas em dezembro. As atenções relativas, neste momento, estão no encerramento da safra recentemente colhida e nos trabalhos de campo.

Apesar da previsão, a cultura do arroz teve início antecipado, abarcando pouco mais de 1,42% da área prevista no Estado. Por conta da exigência hídrica do arroz, espera-se a regularização das chuvas para conclusão das operações em campo.

No caso do feijão, a análise mostra que até o final de outubro a semeadura tinha alcançado cerca de 60% da área total estimada. Apesar disso, as chuvas irregulares e desuniformes, somado às altas temperaturas, limitaram as operações de plantio e o desenvolvimento inicial da cultura.